19.1.10

Lois e Clark

Se o mundo fosse uma escola, e na verdade ele é, as pessoas mais populares seriam o quaterback e a garota mais bonita, ou seja, o Tom Brady e a Gisele Bündchen.
Pois é, imagina se o filho deles tiver o braço do pai e a beleza da mãe.

16.1.10

As piadas e as porradas

Tem hora que dá vontade de ir pra longe, descansar, ficar um pouco solitário.
Pensar para entender as coisas, as piadas da vida, absorver as porradas.
Mas segunda-feira preciso trabalhar. Cala a boca e faça o seu trabalho.
Agora, entendo um pouco melhor meu pai.

3.1.10

A minha cabeça, o seu pé

Ninguém anda com cuidado para não esmagar uma formiga. 
Mas todo mundo presta atenção para não pisar num formigueiro.

20.12.09

A bolsa e o surf

Estava outro dia tentando entender as oscilações da bolsa nestes tempo de crise ou pós crise. Não sei bem se ela já passou, porque nem consegui visualizar o tamanho direito. Vivemos num tempo tão digital e globalizado, que a crise atingiu países como o Brasil de maneira virtual. Ah, é uma beleza! Estamos preparados para crise, nossa economia está fortalecida, mas por via das dúvidas, as ações vão cair, o desemprego e os preços vão aumentar. Só para os outros países não acharem que estamos esnobando e também ficarmos bem alinhados com as tendências mundiais.

Mas atentando à bolsa, me veio o pensamento súbito de que o melhor paralelo para este investimento é o surf. Sou um investidor pífio e um surfista prego, mas as semelhanças são inegáveis se observadas a fundo.


Para começar a surfar, você precisa se preparar, saber os movimentos antes de entrar com a prancha na água e principalmente conhecer, mas conhecer mesmo, o lugar onde está entrando, senão pode se machucar ou machucar outra pessoa pra valer. Isto tudo, tendo como pressuposto que você já sabe nadar, ou seja, que já tem uma boa relação com o meio ambiente onde está se metendo.
Se resolve, ao invés disso, entrar numa quadra para jogar futebol, basquete, vôlei, sem saber muito bem o que está fazendo e fizer umas presepadas, o máximo que vai acontecer, é passar uns vexames e tomar uns xingos de seu time. Mas não vai comprometer a saúde, nem matar ninguém.

O mercado de aplicações é exatamente assim. Nunca vi alguém acabar com sua vida e perder todo seu dinheiro, aplicando na poupança. A poupança é o futebol para o brasileiro, todo mundo se sente a vontade lá e sabe o que está acontecendo. E digo mais, é o futebol sem a regra de impedimento.
Também nunca vi alguém contar que foi a falência, porque comprou tudo em diamantes ou ouro e eles perderam o valor.
E ainda, deve ser bem raro ouvir a seguinte frase: “Poxa, sabe aquele dinheiro da família que eu apliquei tudinho em imóveis? Pois é, desapareceu. De um dia para outro.” Está frase só pode ser falada por alguém que investiu em pousadas no litoral, no exato lugar onde aconteceu um tsunami.

Na bolsa e no surf, não há espaços para vacilos e trapalhadas, normalmente elas são bem caras e tem conseqüências sérias.

Um bom investidor sabe olhar para um gráfico de oscilação e entender o comportamento das ações, o momento certo de comprar e vender. Um bom surfista consegue olhar o tamanho e a seqüência para saber onde virá a próxima onda boa. Um bom investidor acompanha o movimento de negociações, demandas, fusões pelo mundo para saber o que vai subir. Um bom surfista acompanha as previsões do tempo, tempestades, deslocamento de massas para viajar em busca de ondas gigantes.

Eu queria surfar pra valer e viajar o mundo em busca de ondas. Também queria ter um amigo que estudasse o mercado financeiro para me dar dicas. Talvez a segunda ajudasse a primeira a acontecer.

Apenas mais um paralelo curioso. Dias de chuva são ruins para o surf. Acredite ou não, no último ano, na maioria de dias cinzentos e chuvosos a BOVESPA caiu. Vai entender.

9.12.09

Consultoria

Sempre achei engraçado, que um executivo que cobre e venda seus conhecimentos para os outros, é chamado de consultor ou ainda, empreendedor. Agora, um soldado, que venda seus serviços ou ensinamentos após uma guerra, é chamado de mercenário.

3.12.09

Amadou Diallo

Hoje, navegando pela internet, eu descobri que Amadou Bailo Diallo nasceu no mesmo ano que eu, apenas com alguns dias de diferença. Ou seja, deveríamos ter a mesma idade. Amadou foi morto há aproximadamente 10 anos, em 1999, durante uma abordagem feita por 4 policiais em Nova Iorque. O caso não ficou muito conhecido aqui no Brasil, e talvez não tenha repercutido muito pelo mundo, mas pelo que sei, nos EUA, ele foi uma daquelas notícias engasgadas, as quais ninguém consegue ou quer falar muito sobre. Aquelas, que embora precisem ser expostas, fazem a gente sofrer muito como homo sapiens.

Amadou assim como eu, nasceu na década de 70 em um país no hemisfério sul. Naquela época, nossos países eram chamados de 3º mundo ou subdesenvolvidos. Ele nasceu na África, passou algum tempo na Ásia e depois mais velho foi para os EUA, que antigamente era chamado de desenvolvido ou 1º mundo. Embora qualquer professor de geografia do primário explicasse que 1º, 2º e 3º mundo não eram posições de rankings, como bom competidor, eu sempre achei mais legal ser 1º do que 3º. Amadou devia achar algo parecido para tentar a vida nos EUA.

Ele foi morto com 41 tiros dados por 4 policiais, que alegaram legítima defesa, pois quando Amadou moveu sua mão para trás, acreditavam que ele ia pegar uma arma. Ele na verdade ia pegar sua carteira para mostrar os documentos.
Muito foi falado sobre preconceito na época, por Amadou ser negro e sem grandes posses financeiras.

Mas sem querer julgar ninguém, quando penso neste fato, de tempos em tempos, sempre me bate uma escassez de esperança sem tamanho. Independente de cor, fronteiras, religião, hemisférios, classes sociais, fico preocupado pela nossa espécie. Além da tristeza pelo fato em si, ele demonstra para mim, a falta de confiança total que o ser humano tem na humanidade. Não somos capazes de confiar em alguém a nossa imagem e semelhança, que apenas estica a mão em uma direção desconhecida. É humano esperar sempre o pior do ser humano (não sei se isto é uma afirmação ou uma pergunta).

É claro que nossa espécie é capaz de coisas geniais e sensíveis, sabemos disso. Mas em nossa própria sociedade, não permitimos que um ato de bondade seja trocado por um crime, julgamos os inconstantes e perigosos ao isolamento, buscamos sempre separar o joio do trigo. Queria por um instante ser capaz de nos ver pelos olhos de uma outra espécie.

Conheci o acontecido por uma música de um cara que sempre me faz acreditar um pouco mais nas pessoas. Engraçado.


American Skin (41 Shots) - Story

American Skin (41 Shots) - Video

The Awful Truth - Guns and Wallets


17.11.09



Adoro uma boa lista. Saiu uma legal pro final de 2009 (e da década de 00): os 100 discos mais importantes da década segundo o NME. Os "jurados" incluiam o Arctic Monkeys, Carl Barat, The Killers, Jarvis Cocker, Pete Doherty, Elbow, Johnny Marr, MGMT, Ian Brown, The Big Pink, Snoop Dogg, Alan McGee, Yeah Yeah Yeahs, Michael Eavis, mais um bando de gente da indústria e, claro, jornalistas e críticos de música.Vou comentar os primeiros 50 que estou com preguiça. Você encontra todos no site do NME.


Aí vai a lista até o 50:

1. The Strokes - "Is This It"
2. The Libertines - "Up The Bracket"
3. Primal Scream - "Xtrmntr"
4. Arctic Monkeys - "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not"
5. Yeah Yeah Yeahs - "Fever To Tell"
6. PJ Harvey - "Stories From the City, Stories From the Sea"
7. Arcade Fire - "Funeral"
8. Interpol - "Turn On The Bright Lights"
9. The Streets - "Original Pirate Material"
10. Radiohead - "In Rainbows"
11. At The Drive In - "Relationship Of Command"
12. LCD Soundsystem - "The Sound Of Silver"
13. The Shins - "Wincing The Night Away"
14. Radiohead - "Kid A"
15. Queens Of The Stone Age - "Songs For The Deaf"
16. The Streets - "A Grand Don't Come For Free"
17. Sufjan Stevens - "Illinoise"
18. The White Stripes - "Elephant"
19. The White Stripes - "White Blood Cells"
20. Blur - "Think Tank"
21. The Coral - "The Coral"
22. Jay-Z - "The Blueprint"
23. Klaxons - "Myths Of The Near Future"
24. The Libertines - "The Libertines"
25. The Rapture - "Echoes"
26. Dizzee Rascal - "Boy in Da Corner"
27. Amy Winehouse - "Back To Black"
28. Johnny Cash - "Man Comes Around"
29. Super Furry Animals - "Rings Around The World"
30. Elbow - "Asleep In The Back"
31. Bright Eyes - "I'm Wide Awake, It's Morning"
32. Yeah Yeah Yeahs - "Show Your Bones"
33. Arcade Fire - "Neon Bible"
34. Grandaddy - "The Sophtware Slump"
35. Babyshambles - "Down In Albion"
36. Spirtualized - "Let it Come Down"
37. The Knife - "Silent Shout"
38. Bloc Party - "Silent Alarm"
39. Crystal Castles - "Crystal Castles"
40. Ryan Adams - "Gold"
41. Wild Beasts - "Two Dancers"
42. Vampire Weekend - "Vampire Weekend"
43. Wilco - "Yankee Hotel Foxtrot"
44. Outkast - "Loveboxxx/The Love Below"
45. Avalanches - "Since I Left You"
46. The Delgados - "The Great Eastern"
47. Brendan Benson - "Lapalco"
48. The Walkmen - "Bows and Arrows"
49. Muse - "Absolution"
50. MIA - "Arular"


Acho bem perfeito o Strokes encabeçar a lista; fiquei surpreso com o Libertines em segundo (mas acho correto); não gosto muito desse disco do Primal Scream; acho que o Arctic Monkeys foi um pouco beneficiado por ter lançado disco esse ano;comecei a gostar MESMO de YYY esse ano (pronto, falei;); esse disco da PJ é fodalhão (dá pra trocar de lugar com o Primal fácil); esse disco do Arcade Fire realmente é melhor que o Neon Bible; gosto mais de Interpol do que de Arcade (pronto, falei de novo); The Streets acima de Radiohead é uma heresia; me surpreendi com o At The Drive In por aqui, mas também concordo; o LCD demorou pra aparecer e eu acho o primeiro disco mais legal (apesar de All My Friends ser uma das músicas mais legais pra pular ever); Shins é pura alegria; hoje eu vejo que o Kid A e o Amnesiac eram apenas preparativos pro In Rainbows; Talvez o melhor disco do QOTSA; mais um do Streets não dá, né?; Sufjan Stevens é lindo mesmo, bem merecido; dois Stripes na sequência, mas eles demoraram pra aparecer; esse disco do Blur não chega a ser um primor, mas deve ter entrado pelo conjunto da obra; The Coral nunca bateu pra mim; Jay-Z eu pulo;Klaxons podia estar mais pra baixo; Libertines, mais pra cima; Rapture tá no lugar certo; e não sei muito do Dizze Rascal; Amy não podia faltar, na verdade demorou pra aparecer na lista, merecia mais; é demais ver o Johnny Cash aqui; perdi o show do Super Furry por causa do apagão; Fallen Angel é a música do Elbow; Bright Eyes me deixa triste; e lá vêm o YYY e o Arcade Fire de novo; até que enfim o Grandaddy; com o Babyshambles entrando, o Pete Doherty torna-se automaticamente o campeão dos primeiros 50, só deve ser ameaçado pelo Jack White; Spiritualized nem é a minha praia; gostei do Bloc party estar atrás do The Knife; eu jogaria Cristal Castles mais pra baixo; e o Ryan bem mais pra cima; e o Wild Beasts, pra baixo do Cristal Castles; sou dos poucos que não se empolgam com o Vampire Weekend (pronto, falei mais uma vez!); esse disco do Wilco eu jogaria lá pra cima, é muito foda; Outkast tem Hey Ya, aí é foda; Avalanches é legalzinho (bons de clipe);Delgados também; já Brendan Benson merece bem mais; Só por The Rat Walkmen já merecia um lugar; Muse é desnecessário, não entrava nos meus 50; MIA então, podia ir lá pro 90.

10.11.09

Bom Blackout

Adoro a nossa sociedade sem energia elétrica.
Depois das primeiras horas de caos, tudo fica tão calmo.


Nossa sociedade fica meio desesperada a principio, porque não sabe muito bem como se portar sem luz artificial. Ritmo é a base de tudo. E por algum motivo, achamos mais difícil achar o ritmo sem uma luz verde, amarela e vermelha piscando na nossa frente.
Mas acredito que todo mundo sofra de um efeito que eu chamei de “Efeito Fátima Bernardes”

Logo que a luz acaba no Brasil todo, a Fátima deve ficar desesperada e automaticamente correr para a redação da Globo, tentando descobrir: o que está acontecendo? Quais as dimensões da coisa? Quando vai se resolver? O que aconteceu? Qual a explicação técnica desta merda? (a Fátima não fala merda, mas deve pensar) Pode acontecer de novo?

Com o passar do tempo, ela deve ir se acalmando e percebendo que não existe motivo algum para pressa. Se o Brasil inteiro está sem luz, de que porra adianta eu correr com está notícia e colocá-la no ar?
Daí, no instante seguinte, ela deve pensar: será que tem água suficiente em casa para as crianças? Será que eu comprei velas? Será que tem fósforo? Será que se demorar vários dias para a luz voltar, os mercados vão abrir amanhã?

Vivendo o meu “Efeito Fátima Bernardes”, entrei em casa e acendi algumas velas hoje. E no escuro, vi várias coisas que nunca tinha visto em uma casa em que moro há mais de 3 anos.
Vivemos num mundo flat, tipo a iluminação do estúdio da Luciana Gimenez. Não tem desenhos de luz, não tem nuances, não tem sombras, não tem volume. Também pudera! Com energia e luz artificial bombando para todo lado. Daí fica foda ver os desenhos, as sutilezas, as ranhuras.

Acho que mais de 80% da população mundial, na qual me incluo, corre o dia todo para não ficar atrás de algo que nem sabe o que é. Pois bem, não sei se esta culpa é da energia elétrica, seria sacanagem demais despejar esta culpa carmal na coitada, mas que ela pelo menos é cúmplice, ah isso é.
É como a pólvora, a energia nuclear, o Power Point. Quem inventou, pode ter querido fazer uma coisa boa pra humanidade, mas muita gente ainda não aprendeu a usar e usa pro mal.

Acho que a gente merecia pelo menos uns TRÊS diazinhos sem energia elétrica para vermos os contornos de luz e as ranhuras um pouquinho melhor.

29.10.09

ER

Acabou ER.
Sempre que acaba uma série assim, me dá uma certa nostalgia imediata.
Penso incoscientemente que esta é a realmente a pegada da TV ao longo do tempo - visitar as pessoas em casa e criar hábitos. E que nenhum intelectual venha dizer que estes hábitos são massivamente impostos. Podem ser, isto não quer dizer que sempre sejam. Você não convida para entrar na sua casa, ainda mais durante um longo tempo, repedidas vezes, quem você não gosta. You can fool some people sometimes...

Me lembro de ter a mesma sensação ao ver o último episódio de Anos Incríveis, que eu considerava ser a coisa mais bem feita, escrita e executada da televisão, até os 15 anos de ER aparecerem.

É claro que a nostalgia se deve um pouco às personagens que têm histórias acompanhadas durante dias e dias e que você não encontrará mais. E no caso desta obra, feita com maestria, histórias que continuarão, mesmo sem serem vistas; exatamente como a vida de pessoas das quais, por algum motivo, você se aparta.

Mas realmente, o que me toca em peças como esta, é pensar que alguém as escreveu, alguém pensou na vida, no comportamento, nas ações e reações daquelas personagens. Estas são pessoas reais que se conectaram com outras, que tinham algo na cabeça, que se relaciona com tanta gente no mundo. É como se em algum lugar, aquelas personagem, aquela tragédia, aquele heroismo, realmente fizessem parte do DNA real da humanidade, porque as mentes das quais elas saíram fazem.

ER Pilot - First 11 minutes


ER - Last Scene

26.10.09

O que importa

Há vários anos, li algumas páginas das quais me lembro constantemente. Era uma história que falava como as escolhas são as coisas mais importantes da vida. Elas não definem quem somos, mas sim, o que vamos fazer com o que somos, com nossas habilidades, com nossas incapacidades, com nossos instintos, com nossos pensamentos, com nossa história.
Hoje, escutei que um homem tem aproximadamente 4 escolhas marcantes, que interferirão em toda sua vida, que estarão presentes em todos os outros momentos, em todas as outras decisões.
Creio que já fiz umas 2 escolhas dessas. Espero ter pelo menos mais 2; e fazê-las bem.